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Uma viagem ao passado: conheça o Espaço Cultural do Regimento Ipiranga

  • Publicado: Segunda, 09 de Janeiro de 2017, 16h29
  • Acessos: 2482

Museu abriga tesouro da História do Brasil e do Exército.

Caçapava (SP) – “Visitar a História”. Essa expressão parece ter sido moldada para definir os museus que abrigam parte importante da História Mundial. Caçapava, cidade com pouco mais de 80 mil habitantes no interior do Estado de São Paulo, é privilegiada por abrigar tesouros da História do Brasil e do Exército. Uma visita ao Espaço Cultural do Regimento Ipiranga é indispensável ao interessado na História de campanhas militares brasileiras.

Antes de instalar-se em Caçapava em 1919, o atual 6° Batalhão de Infantaria Leve (BIL) teve sede nas regiões Nordeste e Sul do País. Militares que compuseram essa unidade histórica do Exército Brasileiro combateram na Guerra do Paraguai (1864-1870), na Guerra do Contestado (1912-1916) e na Revolução Constitucionalista (1932). Relíquias de tempos tão distantes estão intactas, guardadas com muito cuidado no Espaço Cultural do Regimento Ipiranga.

O grande tesouro que o museu abriga, porém, é oriundo da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Documentos, fotos, armamentos, maquetes, fardamento, bandeiras, estandartes e espólios de guerra são encontrados por todo museu. A cada sala que o visitante avança, um novo espaço de contemplação surge junto a uma surpresa diferente e mais impactante que a anterior. Na sala de armamentos, por exemplo, chama atenção a metralhadora alemã MG 42, apelidada pelos expedicionários brasileiros na Itália de “Lurdinha”, e o fuzil Springfield, utilizado pelas tropas da Força Expedicionária Brasileira (FEB).

A FEB, aliás, é o destaque do museu. A relação do Batalhão com a Segunda Guerra Mundial é íntima. Em 1944, cerca de 3 mil militares do 6° Regimento de Infantaria atravessaram o Atlântico para combater o nazifascismo na Itália. 100 deles não retornaram com vida e foram enterrados no Cemitério de Pistoia, que tem uma maquete no museu. Um capacete brasileiro perfurado por estilhaços de uma explosão de granada também causa impacto e provoca o visitante a refletir sobre os heróis que tombaram na Itália.

O Espaço Cultural do Regimento Ipiranga, contudo, não está parado no tempo. Ele continua a ser abastecido com novas histórias. Uma sala é dedicada apenas a contar a participação dos militares do 6° BIL que compuseram a Missão das Nações Unidas para a estabilização no Haiti (Minustah). O Batalhão já participou de seis contingentes do Minustah e está se preparando para participar da sétima missão.

O museu fica aberto ao público de segunda a quinta-feira das 9h30 às 11h e das 14h às 16h e às sextas-feiras apenas na parte da manhã. Para visitá-lo, basta agendar com a Seção de Relações Públicas do 6º BIL pelo telefone (12) 3652-6057.

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